domingo, 4 de outubro de 2009

Mantenha seus filhos livre de cáries

Um problema odontológico se transformou num dos principais vilões da saúde infantil. A cárie atinge 60% das crianças brasileiras com 5 anos de idade, segundo levantamento da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Aos 12 anos, crianças já têm, em média, três dentes cariados, perdidos ou obturados. Hoje, Dia Mundial do Dentista, profissionais aproveitam para alertar que uma boa higiene bucal é a principal arma dos pequenos contra a cárie.

De acordo com o presidente da ABO, Norberto Francisco Lubiana, os principais fatores que causam cáries em crianças são alimentação rica em doces e falta de escovação dentária. Ele lembra que é fundamental a vigilância diária dos pais, o auxílio na higiene, além de visitas a cada 6 meses ao dentista.

"A cárie surge quando os restos de comida ficam na boca e servem de alimento para as bactérias. Se a mastigação for feita antes de dormir, o risco é maior, porque a saliva, que ajuda na limpeza, diminui durante o sono", explica.

Segundo o especialista a frequência da doença é alta entre os pequenos, mas o número de cáries por criança caiu nos últimos anos. "Antes, cada criança tinha 7 cáries. Hoje são 3. O número caiu por causa da maior informação", disse. Para Isabela Rozenfeld, do Centro Odontológico de Reabilitação Rabello, o ideal é que a mãe leve o filho ao dentista desde o nascimento do 1º dente. "Não é porque o dente de leite vai cair que não precisa de cuidado. Cárie num dente de leite pode virar canal. E esse canal pode afetar o dente permanente", diz.

Cuidados

- Na Barriga da mãe
Os dentes de leite começam a se formar na sexta semana de gravidez. A mãe deve evitar álcool e drogas, e preparar os seios para a amamentação para evitar que o bebê tenha má formação da arcada.

- Sem dentes
Antes dos primeiros dentes nascerem, a limpeza da gengiva deve ser feita com algodão ou gaze embebida em água filtrada ou fervida, sempre após as mamadas.

- Dentes de leite
Quando surgirem os primeiros dentes, a criança pode começar a escovação com pasta sem flúor. Depois dos 3 anos, ela já sabe cuspir e a pasta pode ter flúor, mas em pouca quantidade.

- A partir dos 7 anos
A criança já consegue fazer a escovação sozinha, mas supervisionada por adultos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

12 dicas para o beijo perfeito

Beijar é tão bom! Tem coisa melhor do que encontrar e ficar com uma pessoa que beija bem?

O beijo é um convite para o amor e sexo e se for bem feito, pode ser até melhor. Se alguém nunca deu o beijo perfeito, é porque não encontrou alguém com a mesma química.

Beijo bom é quase como o orgasmo, só precisa de prática e tranqüilidade na hora de fazer. Para você sentir melhor os beijos com sua parceira(a), faça as seguintes coisas:

1 - Relax! Tente esquecer os problemas e pensar em coisas agradáveis, ou, no próprio beijo;

2 - Feche os olhos. Isso aguça os outros sentidos e as suas sensações;

3 - Evite bebida antes do beijo. O hálito delícia é um grande passo para a pessoa desejar o seu beijo;

4 - Cuide dos seus dentes. Manter uma higiene oral bem cuidada previne desagrados na hora do beijo;

5 - Mova os lábios suavemente;

6 - Se o ritmo do parceiro ou parceira estiver diferente do seu, tente segui-lo ou impõe o seu ritmo.

7 - Tente mudar os movimentos da boca e da língua para descobrir novas sensações;

8 - Deixe ela(e) com vontade. Dê um tempo entre os beijos...

9 - Faça outras coisas. Enquanto você beija, abrace, acaricie e não esqueça que existe um corpo todo querendo carinho;

10 - Hidrate seus lábios com freqüência. Beijar alguém com os lábios macios e suaves é muito bom.

11 - Mordidinhas: entre um beijo e outro, elas são ótimas e dão muito prazer;

12 - Sorria depois. Demonstre para o parceiro que você gostou do beijo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Conheça as formigas que destruiram uma ilha

Um estudo publicado na semana passada na revista australiana "Biology Letters" causou alarde na comunidade científica mundial. Coordenada pelo ecólogo Dennis O'Dowd, da universidade Monash, em Melbourne, a pesquisa revela que o ecossistema da pequena ilha Christmas, um território da Austrália próximo à Indonésia, entrou em colapso pela ação e voracidade de uma invasora bastante incomum que não tem mais que quatro milímetros de comprimento: a formiga-louca amarela (Anoplolepis gracilipes). Introduzido na ilha acidentalmente pelo homem nas primeiras décadas do século XX, esse inseto consome o néctar de plantas e frutas, além de atacar pássaros e crustáceos como o grande caranguejo-vermelho, espécie que migra para a região em sua temporada de acasalamento. A formiga-louca amarela não ganhou tal nome popular por acaso: ele surgiu graças aos seus movimentos erráticos. Detalhe: quando ataca suas presas, sempre o faz em "bando". Estima-se que mais de 30% do solo das florestas tropicais da ilha Christmas já esteja tomado por supercolônias dessa espécie de formiga.

Em um estudo anterior, os pesquisadores concluíram que cerca de 2,3 mil exemplares ocupam um metro quadrado de área. É um recorde mundial. "O impacto das formigas na biodiversidade local ramifica-se de forma extraordinária", diz O'Dowd.

O novo estudo não levou em conta os ataques diretos das formigas, mas sim o seu efeito colateral em pássaros. Os pesquisadores implantaram pequenas frutas de argila nas árvores e constataram que aquelas situadas em áreas ainda não infestadas pelas formigas são duas vezes mais bicadas pelas aves. Ou seja: os pássaros já aprenderam que não vale a pena pousar em um local repleto de insetos - eles também correm o risco de virar refeição. Pior: as aves são as principais difusoras das sementes pela ilha e, quanto menor a sua circulação, menor será o número de novas árvores no futuro. A projeção é assustadora, já que os pássaros simplesmente abandonam o ecossistema e partem para áreas livres de formigas. Mais: os cientistas relatam em detalhes a tática usada pelo invasor no ataque a pequenos vertebrados e crustáceos. Como não possuem ferrões, os insetos borrifam ácido fórmico nos olhos das "vítimas" para cegá-las e depois devorá-las. "Invasões desse tipo são mais comuns do que imaginamos, mas é difícil testemunharmos efeitos tão drásticos", diz Adriano Paglia, biólogo da Conservação Internacional no Brasil.

"O fenômeno é a principal causa de extinção de espécies em ilhas oceânicas, assim como ocorreu com o dodô (ave não-voadora extinta no final do século XVII nas Ilhas Maurício)." Quando se fala da Oceania, isolada durante milhares de anos, a situação fica ainda mais complexa, uma vez que diversas espécies introduzidas pelo homem tornaram-se pragas.

Há tempos os ambientalistas acompanham com temor a situação na ilha Christmas. Seu território de 135 quilômetros quadrados é habitado por aproximadamente 1,4 mil pessoas e casos de cegueira em crianças que entraram em contato com o ácido fórmico das formigas foram registrados. A primeira supercolônia desses insetos foi descoberta em 1989, mas o quadro se deteriorou a partir de 1996. Estimase que cerca de 30% da população original de caranguejos-vermelhos tenha sido dizimada.

"Tenho esperança de que veremos um futuro melhor para as espécies ameaçadas na ilha", disse em comunicado oficial o ministro australiano do Meio Ambiente, Peter Garrett - exvocalista da banda Midnight Oil e hoje notório ativista ambiental. Ele anunciou que o governo de seu país planeja um novo ataque à praga. A única forma de se combater a formiga-louca amarela, no entanto, é com métodos agressivos como a borrifação de inseticida por via aérea. Dessa estratégia já se valeu no passado. Infelizmente sem sucesso.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Conheça o museu de alta tecnologia de Walt Disney

Referência mundial da história da animação e do entretenimento e famoso pela galeria de personagens que criou, o produtor cinematográfico e desenhista americano Walt Disney (1901-1966) está sendo homenageado com um museu biográfico de alta tecnologia que abrirá as portas ao público na quinta-feira 1º, nos EUA. Pela primeira vez, o criador será o protagonista e suas criaturas surgirão como coadjuvantes num espaço inteiramente dedicado à sua trajetória artística. Trata-se do Museu da Família Walt Disney, um empreendimento de US$ 110 milhões e nove mil metros quadrados, localizado na cidade de São Francisco (Califórnia), região que foi escolhida pela sua afinidade com o tema da arte gráfica: estão ali em atividade três dos mais importantes centros de animação da atualidade, que são os estúdios Pixar, Lucasfilm e DreamWorks. O museu possui dez galerias permanentes organizadas em ordem cronológica que exibem o passo a passo do artista e empreendedor Walt Disney juntamente com a evolução tecnológica dos seus estúdios ao longo de seis décadas.

Duas centenas de dispositivos interativos, com telas sensíveis ao toque, permitem ao visitante observar, em tempo real, desenhos impressos saltarem das pranchetas originais onde foram traçados para ganhar vida e movimento. São destaques nas galerias os aperfeiçoamentos que iriam transformar para sempre a técnica da animação. Entre eles está a sincronia entre movimento e som - verdadeira revolução capitaneada pelo camundongo Mickey no filme "O Vapor de Willie", de 1928. Os grandes desafios não foram esquecidos. Na década seguinte, Disney assistiria a um grande fracasso. Os desenhos "Bambi", "Pinóquio" e "Fantasia" tiveram investimentos ambiciosos e uma fraca bilheteria em todo o mundo em consequência da Segunda Guerra Mundial.

O QG DE WALT DISNEY
O museu dedicado a Walt Disney ocupa um conjunto de prédios que pertenceram a uma base militar do Exército americano construída em 1890, numa região chamada Presidio, em Napa Valley, em São Francisco (Califórnia). Próximo a esse local já funciona a Fundação Walt Disney, que destinou boa parte de seu acervo ao Museu. Uma praça foi construída para interligar todos os edifícios e as amplas dez galerias temáticas que compõem o espaço de nove mil metros quadrados. O projeto é do arquiteto americano David Rockwell.

Os anos que se seguiram, no entanto, seriam venturosos - e igualmente ambiciosos. Estão documentados, por exemplo, o planejamento e construção dos gigantescos parques temáticos, inovação de um visionário Walt Disney na área de entretenimento.

Uma perfeita maquete da Disneylândia está entre as atrações do museu, já que esse foi o único parque do qual ele participou ativamente, do primeiro projeto até sua realização e inauguração, em 1955. O famoso complexo da Disneyworld, em Orlando, na Flórida, foi aberto em 1971, cinco anos após sua morte (e o Epcot Center, em 1982). "Meu pai tem um dos nomes mais conhecidos do mundo, mas, à medida que o selo Disney cresceu, a imagem do homem se perdeu", diz Diane Disney Miller, sua filha. E, para elucidar a personalidade e o temperamento do artista, todas as galerias do espaço contam com monitores de vídeo em que são exibidas entrevistas, conversas familiares e situações cotidianas da vida doméstica de Walt Disney.

Como contraponto a essa faceta de homem comum, um filme constante da programação do museu credita a bem sucedida trajetória do criador a um fracasso original, num enredo similar aos já criados pelo próprio Disney.

US$ 110 milhões é o valor do investimento feito na criação do centro de tecnologia e na reforma das instalações do Museu da Família Walt Disney

Após a falência de sua produtora em Kansas City, em 1923, um jovem Walt parte de trem para a Califórnia com US$ 40 no bolso. Para cinco anos depois traçar em sua prancheta o seu maior sucesso, o Mickey Mouse.



sábado, 26 de setembro de 2009

As 10 mais malucas pesquisas do mundo

O anúncio do governo americano de reprimir as pesquisas consideradas "irrelevantes" deixou preocupado o público que se divertiu durante anos com o prêmio IgNobel - sátira do prêmio Nobel que é dada para a descoberta científica mais estranha do ano -, oferecido pela revista Anais das Pesquisas Improváveis (Annals of Improbable Research, em inglês).

Para relembrar os estudos que, por vezes foram considerados estúpidos, outras vezes apenas estranhos, conheça as dez melhores ou piores pesquisas que venceram o IgNobel, entregue em Harvard pela primeira vez em 1991, segundo o jornal britânico Telegraph:

1 - Massagem retal digital, cura para os soluços (Medicina, 2006)
Nos dias de hoje, as pessoas estão habituadas a beber um copo de água para curar o soluço, mas a pesquisa sugere que, para os soluços intratáveis, um simples dedo até o fundo pode fazer maravilhas. Não está claro, no entanto, se o tratamento deve ser administrado sem aviso prévio. Ironias à parte, os soluços podem ser um verdadeiro problema para os doentes e este tratamento curioso pode ser melhor que os fortes medicamentos usados frequentemente.

2 - Defecação dos pinguins em até 40 cm (Dinâmica dos Fluídos, 2005)
Os pesquisadores Victor Benno Meyer-Rochow e Jozsef Gal venceram o prêmio por calcular as pressões geradas durante o processo de defecação dos pinguins. Em suas conclusões, os investigadores disseram: "Se o pássaro escolhe a direção deliberadamente quando decidi expulsar as fezes ou se isso depende da direção do vento são questões que precisam ser abordadas em outra expedição à Antártida".

3 - Necrofilia homossexual entre patos (Biologia, 2003)
O prêmio foi para a documentação do primeiro caso cientificamente registrado de necrofilia homossexual na espécie pato real. "Próximo ao pato obviamente morto, um outro macho, que montou no cadáver e começou a tentar copular com grande força", constatou a investigação na época.

4 - Taxa de suicídio com música country (Medicina, 2004)
Um estudo indicou que a taxa de suicídio nas cidades dos Estados Unidos é maior onde a música country é tocada nas rádios. Além disso, a música country, conforme a pesquisa, devido aos temas que aborda, provoca "modos de suicídio, dado que retrata problemas comuns à população suicida, como discussões conjugais, abuso de álcool e alienação provocada pelo excesso de trabalho". Depois disso, muitas pessoas passaram a temer o poder das canções de Billy Ray Cyrus.

5 - Pulgas entre cães e gatos (Biologia, 2008)
Uma equipe de investigação liderada por Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc, da Escola de Veterinária de Toulouse (França), demonstraram que as pulgas saltam mais sobre os cachorros do que sobre os gatos, em artigo na Veterinary Parasitology. De certo modo, a pesquisa não foi inteiramente inútil: agora as pessoas sabem que as chances de serem mordidas por pulgas são maiores ao se comprar um cão.

6 - Striptease, lucro e menstruação (Economia, 2008)
Cientistas da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, sugeriram que os lucros de uma dançarina de striptease dependem de seu ciclo menstrual. Se a pesquisa for realmente verdade, do que será que os dançarinos dependem para aumentar os ganhos mensais?

7 - Ratos não falam japonês e holandês (Linguística, 2007)
Juan Manuel Toro, Josep B. Trobalon e Nuria Sebastian-Galles, da Universidade de Barcelona, na Espanha, conquistaram o curioso prêmio ao demonstrar que os ratos algumas vezes não conseguem distinguir entre frases nos idiomas japonês e holandês, faladas na ordem correta e as mesmas frases quando são ditas na ordem inversa. Porém, o objetivo inicial do estudo era o de encontrar semelhanças nas falas entre bebês humanos e outros mamíferos, a fim de determinar a evolução comunicativa.

8 - Baunilha no esterco de vaca (Química, 2006)
Pesquisadores do Centro Médico Internacional do Japão desenvolveram uma forma de obter extrato de vanilina (aroma e sabor de baunilha) do esterco de vacas. A pergunta que ficou para o público foi a seguinte: quem seria capaz de comer essa raridade?

9 - Picapaus não precisam de aspirina (Ornitologia, 2006)
Por que os picapaus não têm dores de cabeça? Essa pergunta foi respondida pelos cientistas Philip May e Ivan Schwab. Esta espécie, que chega a bater com os bicos nos troncos das árvores mais de 12 mil vezes ao dia, possuem crânios preparados para minimizar impactos. Além disso, um mecanismo faz com que os olhos dos picapaus não saiam das órbitas durante os choques contra os troncos de árvores.

10 - Queijo é bom repelente contra mosquitos da malária (Biologia, 2006)
Na próxima vez que você for à África, não se incomode levando repelente de insetos ou redes contra mosquitos: baste ter um belo queijo Limburguer e deixá-lo fora de sua barraca. No prêmio de Biologia, o vencedor foi um estudo que descobriu a atração do mosquito da malária ao cheiro do queijo Limburger. Os cientistas sugeriam também que a atração, não é somente pelo cheiro do alimento, mas também pelo odor dos pés das pessoas.