terça-feira, 30 de junho de 2009

Sentir-se feia faz sua libido desaparecer!

Shorts, decotes e roupas colantes combinam com quilos a mais? Depende. Uma pesquisa do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-RJ revela que mulheres de classes populares não deixam de se sentir sedutoras e, em consequência, de fazer sexo, mesmo estando acima do peso. Já nas classes média e alta, a libido desaparece quando a mulher se sente feia.

Vanuza, diarista, está sempre bem arrumada, o que lhe rende elogios do marido, 14 anos mais novo. Após ouvir moradoras das favelas da Rocinha, Rio das Pedras e Parque da Gávea, a psicóloga Joana de Vilhena Novaes, coordenadora do núcleo, percebeu que a insatisfação com a aparência afeta muito menos as mulheres humildes do que as abastadas ¿ que confirmaram nas entrevistas que deixam de fazer sexo ao se sentir fora dos padrões de beleza.

"O corpo nas camadas populares é visto como instrumento para o trabalho, ou seja, estas mulheres contam com ele para desempenhar suas profissões, cuidar dos filhos e da casa. É uma relação diferente da que existe nas camadas mais altas. As de baixa renda, mesmo acima do peso ou fora dos padrões de beleza, usam roupas provocantes, num nítido contraste com as de classe alta", afirma Joana.

Embora entre as mais pobres a preocupação com a imagem também exista, elas estão mais dispostas a serem felizes. "Elas procuram dietas e encontram formas divertidas de fazer exercícios em casa. A diferença é que não temem se expor quando estão fora do padrão", diz a psicóloga, que publicará o estudo no livro Com que corpo eu vou?.

"Meu marido é 14 anos mais novo. Às vezes pinta paranoia de que estou 'caída'. Mas aí ele diz que sou linda. Claro que isso ajuda a me soltar", conta a diarista Vanuza Bezerra Lima, de 37 anos.

Joana ¿ cujo estudo tomou a gordura como fator para determinar a feiúra ¿ também concluiu que a relação com a comida é muito distinta. "Para quem é pobre, ter o que comer é um valor", diz. Para a ginecologista Flávia Menezes, o homem faz sexo para ficar bem, aliviar a tensão. Com a mulher é diferente. "Ela só consegue entrar na relação sexual quando se sente bem", afirma.

De mal com o espelho
Uma das doenças da beleza mais conhecidas é o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). "O paciente revela uma percepção do próprio corpo que não corresponde à realidade. Muitas vezes essas distorções são imaginárias ou fruto de alterações leves na aparência", explica o psiquiatra Leonardo Gama Filho, autor do livro De Mal com o Espelho. Segundo o médico, muitos se excluem do convívio social, com medo de serem ridicularizados. Estudos mostram que a incidência do transtorno em pacientes que procuram cirurgias estéticas vai de 7% a 15%. O problema é maior entre adolescentes e adultos jovens, geralmente solteiros.

Dicas para se soltar

Aceite-se
Para o sexólogo Amaury Mendes Júnior, a mulher tem que aceitar o próprio corpo e não ser cruel. Comece se olhando de frente a um espelho.

Tenha atitude
Mesmo estando solteira, é preciso se estimular constantemente. Acaricie-se, toque-se. Sempre há o que descobrir ¿ o que não é necessariamente a masturbação. Mas se estiver pronta, aproveite.

Hora do banho
É um bom momento para entender melhor o seu corpo. Acenda velas, coloque música, use óleos. Pense numa situação que gostaria de viver e toque-se com atenção ao que lhe dá prazer.

Divida o medo
Falar com amigas ajuda. Pegue com elas dicas de sedução. E paquere.

Tratamento para reduzir medidas


Há quem diga que não existe solução para reduzir medidas. Valorizar as formas e ter um corpo no lugar é o sonho de qualquer mulher. E por incrível que pareça é possível resolver o problema e perder medidas nas regiões como quadril, barriga e coxas.

“Iniciar um programa de redução de medidas durante o inverno é a melhor escolha que uma mulher pode fazer, porque ela terá tempo suficiente para ganhar um corpo enxuto. É necessário, entretanto, aliar alimentação equilibrada e atividades físicas para obter o resultado tão desejado, porque nada funciona isoladamente”, explica Ana Cristina Fasanella, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Além de manter uma boa dieta alimentar, ingerir no mínimo de 2 litros de líquidos por dia e ter atividade física regular - mínimo duas vezes por semana pode ser a solução.

O tratamento:
O melhor tratamento do mercado é conhecido como: Sistema Palomar Deep InfraRed ou Infravermelho Profundo. O aparelho tem luz infravermelha responsável pelo aquecimento dérmico profundol. O aquecimento promove a nova formação do colágeno, diminuindo o tecido adiposo, melhorando a flacidez e textura da pele.

Como funciona:
É realizado uma vez ao mês e a duração da sessão dependerá da área tratada. O aparelho provoca sensação de aquecimento no local da aplicação e deixa a pele levemente rosada. Com relação aos resultados, dependerá da região corpórea a ser tratada. Mas, em média, necessita-se de um mínimo de cinco sessões, uma por mês.

Outra dica é manter o tratamento ligado a sessões de drenagem linfática. “Ligar os dois tratamentos é uma boa opção, porque auxiliará no resultado fina. Com o ultrassom, a drenagem é melhor ainda, pois o efeito será potencializado”, afirma Ana Cristina.

Para garantir o resultado, a ideia é usar um bom hidratante local, que tenha princípios ativos que melhorem a circulação local da pele como Gingko Biloba, Remoduline, Liporeductyl, Centelha Asiática, Cafeiscilane C, Remoduline, Asiatiacosideo, Adipol, Celulinol, Regu-shape e Nicotinato de metila.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Distúrbio do sono e sexo

No clássico filme de 1935, "Uma Noite na Ópera" - com os Irmãos Marx -, Harpo, totalmente adormecido, começa a agarrar as meninas que estavam tentando limpar a cabine de navio onde Groucho estava hospedado, que não titubeou: "Ele faz melhor dormindo do que eu acordado". Apesar do hilário espírito da famosa cena da cabine, na vida real existe um grave distúrbio do sono que levam homens e mulheres a praticarem sexo ou se masturbarem dormindo e não se lembrarem de absolutamente nada no dia seguinte. É a sexsomnia (em inglês), sexâmbulo (em espanhol) ou, em termos médicos, parasonia sexual.

O assunto desperta a curiosidade geral (uma só procura no Google pela expressão "sleep sex" - sexo durante o sono, em inglês - traz 552.000 resultados) e os estudos a respeito são relativamente recentes.

Em 1996, três especialistas canadenses em distúrbios do sono - os médicos Colin Shapiro, Nik Trajanovic e Paul Fedoroff - publicaram a primeira pesquisa médica a respeito do problema. Três anos depois, um grupo de médicos brasileiros do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas, vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mostrou que a doença poderia ser tratada farmacologicamente. Entre eles, estava Flávio Aloe, neurologista e neurofisiologista clínico.

Em entrevista, Aloe explica que essa condição é uma variante da parasonia normal, que é um distúrbio do nível de consciência e uma dissociação entre fazer e lembrar. Ou seja, clinicamente não há muita diferença entre o sexâmbulo e um sonâmbulo que se levanta a noite, dá alguns passos pela casa e volta a dormir.

"É, porém, uma condição potencialmente constrangedora e com conseqüências graves já que se for um assédio executado em uma pessoa não consentida, pode causar até uma acusação médico-legal. Imagine uma pessoa que seja supervisora em um acampamento de adolescentes e assedia à noite um jovem dentro deste conceito. É devastador para a pessoa e para o jovem", avalia.

E não são poucos os exemplos de gente que se deu mal devido a esse tipo de sonambulismo. Em 2005, o canadense Jan Luedecke foi julgado por ter estuprado uma mulher dois anos antes e livrou-se da acusação quando foi constatado que ele sofria de sexomnia. O próprio doutor Shapiro, do estudo inicial, testemunhou em favor do acusado alegando que não há crime quando não há a intenção de cometê-lo. O caso dividiu a opinião pública do país e atraiu a fúria de organizações de proteção à mulher.

Em 2007, um mecânico da Força Aérea Britânica, Kenneth Ecott, também foi inocentado da acusação de ter violentado uma menina de 15 anos, quando foi diagnosticado o mesmo problema. Na Austrália, em março último, a lei foi mudada nos territórios do norte já que mais uma pessoa foi inocentada de estupro devido a um testemunho médico. Os promotores querem mais rigor nesses casos.

Ainda este ano, a inglesa Haley Batty se tornou um sucesso na internet graças a um vídeo onde confessava ser uma sexâmbula e declarar que transa de três a quatro vezes por noite sem ter a menor lembrança no dia seguinte.

E não é só sexo que está envolvido na parasonia sexual. Em alguns casos estudados a pessoa se masturba e muitas delas acabam se machucando graças a uma falta de controle e até mesmo violência no ato.

E, antes que você ache que existam vantagens nesse tipo de comportamento onírico, saiba que muitos relacionamentos terminam devido ao medo dos parceiros ou até mesmo à falta de informação a respeito. A própria Senhorita Batty declarou que já levou muitos foras de homens que não acreditam que ela estava dormindo ou aqueles que se ofenderam por achar que ela estava zombando da performance dele. Em Singapura, um homem viu seu casamento se arruinar, pois sua mulher se sentia traída pelo fato dele se masturbar todas as noites enquanto roncava.

Preconceito leva a falta de informação
Obviamente que um comportamento assim gera uma situação de embaraçosa para quem está envolvido. Muitas pessoas, por temor a um vexame ou prejuízo de sua imagem pessoal, não procuram um médico quando são tomados pela performance sexual durante o sono.

Mesmo a sexsomnia em si não foi reconhecida pela Academia Americana de Medicina do Sono até 2005, o que aumenta essa resistência dos pacientes. O psicólogo da Universidade de Michigan e autor do livro "Sleepsex: Uncovered" (Sexo durante o sono: descoberto, em inglês) acredita que existam muito mais casos que os relatados.

O site www.sleepsex.org dá informações a respeito do distúrbio e pede para pessoas relatarem seus casos para que o estudo do distúrbio possa ser aprofundado. No Brasil não é diferente. O médico Aloe explica que existem pouquíssimos eventos relatados e que dificilmente são classificados como condições médicas.

Assim como no sonambulismo normal, a parasonia sexual manifesta-se em pessoas que tem uma pré-disposição genética na família. Também existem fatores estressores como privação de sono, stress sócio-psicológico, medicação e abuso de álcool e drogas que podem desencadear a doença.

"Não que esses fatores façam alguém, que nunca teve nada na sua história de vida, ter esse transtorno do despertar. Faz parte do conjunto de fatores de risco. Não conheço na literatura alguém que tenha inaugurado um caso de parasonia sexual sem ter tido histórico familiar de transtorno do despertar ou acessos antes", explica o especialista brasileiro.

O tratamento é tão simples quanto nos casos de parasonia tradicional: uma dose baixa de um medicamento que consolide o sono e, mais importante de tudo, alterações comportamentais focadas a corrigir os fatores desencadeantes como excesso de cafeína ou atividade física no horário errado. Nesses momentos, o que se convencionou chamar de higiene do sono é fundamental.

É necessário, ainda, entender que durante o sono você pode ter a reprodução de todo o repertório sobrevivencial como andar, falar, comer, atacar ou se defender. Este tipo de atitude, porém é inibido por outras estruturas mais fortes no nosso sistema nervoso central, mesmo porque de que serviria fazer esse tipo de atividade dormindo se o que o corpo e a mente da pessoa estão procurando é descansar?

Dentro da evolução humana, não é nada produtivo. Se você já passou por essa situação antes ou foi "vítima" de um sexâmbulo o melhor é procurar um centro de estudo de sono ou um neurologista. Acredite que, por mais divertido que possa parecer ter a capacidade de transar dormindo, o melhor mesmo é poder responder à pergunta "foi bom para você também?" depois do ato.



sexta-feira, 19 de junho de 2009

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