quarta-feira, 1 de abril de 2009

Novo projeto para imigrantes ilegais no Brasil

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que anistia imigrantes não-legalizados que vivem no Brasil. O projeto concede anistia aos imigrantes que entraram no país sem registro oficial até o dia 1º de novembro de 2008, o que deve atingir cerca de 50 mil estrangeiros que vivem no Brasil.

Inicialmente, no texto aprovado pela Câmara, o projeto concedia anistia para os imigrantes que entraram no Brasil até o dia 1º de fevereiro de 2009. Como o texto sofreu alterações no Senado, vai retornar para uma nova votação na Câmara.

O relator do texto, senador Romeu Tuma (PTB-SP), disse que o objetivo da matéria é conceder registro provisório aos imigrantes que apresentem carteira de trabalho e atestado de lisura em antecedentes criminais do seu país de origem.

Além disso, os estrangeiros devem comprovar a data que ingressaram no país e apresentar um local de residência fixa. O requerimento de residência provisória deve ser encaminhado ao Ministério da Justiça até 180 dias depois da publicação da lei.

"Estamos fazendo justamente o contrário ao que a Europa está fazendo, criando leis para punir estrangeiros. O governo Lula com isso dá um bom exemplo para o restante do mundo", disse Tuma.

Com o registro provisório, os imigrantes são autorizados a trabalhar no Brasil enquanto não regularizam, em definitivo, a sua situação --processo que demora em torno de dois anos para ser concluído. Os estrangeiros só conquistam registros permanentes se comprovarem vínculos com o Brasil --o que ocorre por meio do casamento com brasileiros ou com a comprovação de um trabalho fixo.

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo está disposto a apresentar projeto que anistia os imigrantes ilegais. Lula afirmou que o Brasil deve dar o direito de essas pessoas continuarem no país. "Este país aqui é um país que tem lição a dar ao mundo sobre tratamento de imigrantes', afirmou.

Lula ressaltou que desde 1850 o Brasil recebe, "com respeito", imigrantes de várias nacionalidades, o que não acontece em outros "países ricos europeus".

terça-feira, 31 de março de 2009

FUNASA ABRE CONCURSO PARA 411 VAGAS

O "Diário Oficial da União" publicou nesta terça-feira (31) edital de concurso público na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão ligado ao Ministério da Saúde, que prevê 411 vagas em todo país com salários de até R$ 2,2 mil.

Das vagas, 206 são de nível superior com salário de R$ 2.222,72 e 205 de nível médio com salário de R$ 1.910,95.

A taxa de inscrição é R$ 45,51 para cargos de nível superior e de R$ 25,51 para os de nível médio.

As inscrições devem ser feitas pela internet, no site da organizadora, a Fundação Cesgranrio, entre os dias 16 de abril e 17 de maio.

A organizadora oferece ainda postos de inscrição apenas em dias úteis no mesmo período das 9h às 16h - os locais constam no edital.

As provas objetivas estão previstas para o dia 21 de junho e os gabaritos devem sair no dia seguinte. O resultado final está previsto para 22 de setembro.

Veja lista de cargos na Funasa

Nível superior
Administrador
Analista de Suporte de Sistemas
Arquiteto
Arquivista
Auditor
Bibliotecário
Biólogo
Contador
Engenheiro
Estatístico
Farmacêutico
Bioquímico
Geólogo
Sanitarista
Técnico em Assuntos Educacionais

Nível médio

Agente Administrativo
Técnico de Contabilidade

Não perca esta oportunidade!

O tabaco contra o HIV


Quem diria que, para combater o vírus da Aids, os cientistas fossem lançar mão do tabaco? Claro que não como fumo -- uso que faz sabidamente terrível mal à saúde e não teria meio de combater o patógeno --, mas como maneira de produzir um microbicida suficientemente agressivo para, na forma de gel, "desarmar" o HIV.

Já se sabe há algum tempo que uma substância batizada de griffithsina (mais conhecida pela sigla GRFT), produzida naturalmente por algas vermelhas, age como um eficiente inibidor contra o vírus da Aids. Em contato com o HIV, ele quase imediatamente desativa a capacidade do vírus de contaminar células humanas. Ele é, portanto, uma substância candidata a compor um gel que, aplicado na mucosa vaginal ou anal, poderia prevenir a infecção.

Ocorre que sua produção atualmente é complicadíssima e cara demais -- muito mais cara do que simplesmente adotar a medida convencional mais barata de prevenção contra o HIV, que é o uso de camisinha.

Foi aí que entrou o grupo de Kenneth Palmer, da Universidade Louisville e da companhia Intrucept Biomedicine LLC, ambas dos Estados Unidos. Eles afirmam que, usando um vírus para alterar geneticamente plantas da espécie Nicotiana Benthamiana (vegetal herbáceo originário da Austrália, rico em nicotina e outros alcalóides), elas passaram a produzir a griffithsina em copiosas quantidades -- mais de 1 grama por quilo de folhas da planta.

Os resultados, publicados com um alerta de potencial conflito de interesses (a Intrucept, de Palmer, comercializa essas plantas ricas em GRFT), estão na edição desta semana da revista científica da Academia Nacional de Ciências dos EUA, a "PNAS".
Se forem confirmados, podem ajudar a criar um gel eficaz para combater a epidemia de HIV, que segue galopante na África e aumenta sua agressividade na Ásia, além de afetar seriamente boa parte do Ocidente industrializado.

"Exigências para microbicidas eficazes anti-HIV incluem potência, atividade de espectro amplo contra as cepas mais proeminentes do vírus, seletividade para alvos celulares hospedeiros e virais, prevenção na transmissão do HIV de célula a célula, estabilidade tanto em trânsito como in vivo, biodisponibilidade em mucosas-alvo nenhuma toxicidadade para as superfícies das mucosas, e finalmente a habilidade de ser produzida em grandes quantidades com custo mínimo", afirmam os cientistas. "Vários microbicidas candidatos já foram apresentados e atingem algumas dessas exigências. Aqui, descrevemos a produção agrária de grande escala, com baixo custo, da proteína antiviral GRPF-P, que mostramos cumprir todos os critérios exigidos."

Os pesquisadores agoram planejam fazer uso da substância obtida com as plantas transgênicas para conduzir os primeiros testes clínicos em humanos.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ideal romântico no mundo real. Confira!


Todos gostaríamos de viver num mundo ideal. Principalmente as mulheres fariam questão que, nele, os amores fossem românticos, felizes e, sobretudo, eternos. Para elas os sentimentos mais justos, as promessas mais sensíveis, deveriam estar todas à disposição.

No mundo real, na luta cotidiana, os sentimentos não conseguem se conservar intocados e a pressa, as novidades, a liberalidade permitem que se troque de amor como podemos trocar de sapato. Vive-se em busca de ideais bastante distantes, muitas vezes inatingíveis.

Ninguém se lembra de que a nossa passagem por aqui serve, antes, para reflexão, superação e cura de situações e mazelas anteriores, do que para vivenciar experiências que apresentam um caráter aparentemente positivo, mas que não o são, se esvaindo em sofrimento e dor.


É grande o sofrimento que pode acompanhar as perdas, os desamores, as angústias de posse e de separação — disso é preciso se afastar. Mostra real amadurecimento a pessoa que aprende a conviver altiva e sossegada com os desafetos que povoam toda e qualquer trajetória. Somos tentados a não acreditar que outros passem por dificuldades afetivas como as que se abatem sobre nós. É equivocado, a repartição desse tipo de problema tende a ser bastante democrática e igualitária. Em geral os adultos todos se mostram insatisfeitos com o seu repertório amoroso.


Não ultrapassar os amores perdidos, impede a procura e progressão rumo a novas e melhores situações que, sem dúvida, aparecem, com o correr do tempo. As idéias fixas, o estagnar-se, o não ultrapassar a espera infundada pelo retorno de alguém que nem sabe mais quem somos — isso tudo, infelizmente tão comum entre pessoas exageradamente românticas, concorre para nosso atraso, nossa fragilização, nosso embotamento espiritual.


Prestemos atenção nisso. Habitar os castelinhos de cartas que construímos é, mesmo, deveras, perigoso. Nosso desafio é progredir, colocar nossa subjetividade em movimento de subida, de melhora constante. Ideal é não acreditar muito em "mundo ideal", é construir um espaço de paz, serenidade, equilíbrio, coisas verdadeiras que podem nos abrigar como sonhamos ser acolhidos no mais ideal dos mundos.

Transporte seu bebê de forma segura!

A partir do dia 1° de abril, o bebê conforto, a cadeirinha e o assento de elevação - que aumentam a segurança das crianças transportadas em carros -só poderão ser vendidos se apresentarem o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). E a lei de trânsito brasileira também deverá ser mais rígida com os pais que abrem mão desse tipo de proteção para os filhos.
A partir de junho de 2010, os pais que não adotarem esses recursos para transportar seus filhos pequenos no trânsito brasileiro serão multados. A infração é considerada gravíssima e pode custar ao motorista descuidado R$191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a retenção do carro. Não à toa. De acordo com a ONG Criança Segura, estudos americanos mostram que esses acessórios, quando instalados e usados corretamente nos veículos, diminuem em 71% os riscos de morte das crianças, em caso de acidente.
Apesar das mudanças, algumas regras para carregar bebês no carro já existem - e muitos papais não sabem. De acordo com a Resolução n° 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os pequenos até um ano de idade devem utilizar o assento do tipo bebê conforto, também chamados de conversível. As crianças até quatro anos têm de estar sentadas na cadeirinha, e aquelas com até sete anos e meio, no assento de elevação. Vale lembrar que o lugar da garotada de até 10 anos é no banco de trás (com exceção de veículos com apenas banco dianteiro ou quando a quantidade de crianças exceder a capacidade do banco traseiro - nesse caso, a maior do grupo pode ser transportada no dianteiro).
Também não basta comprar os acessórios corretos para cada idade e posicioná-los de qualquer jeito. É preciso ficar atento a alguns detalhes que podem salvar a vida do seu filho após uma batida ou desaceleração repentina.
Confira as dicas da ONG Criança Segura:

Bebê conforto

1 - O cinto de segurança do carro deve passar pelos locais indicados do bebê conforto e não deve se mover mais que 2 cm para os lados.
2 - Utilize o clipe de segurança, acessório que trava o cinto de segurança do carro, evitando que fique solto.
3 - A criança deve ficar de costas para o sentido que o carro se movimenta.
4 - As tiras devem ficar abaixo do ombro do bebê. Ajuste-as ao corpo da criança com uma folga de, no máximo, um dedo. Se houver, posicione o clipe peitoral na altura das axilas.
5 - Recline o bebê conforto para que a cabeça da criança possa ficar de forma plana na concha do aparelho. Pode-se colocar embaixo do acessório de segurança uma toalha enrolada para encontrar a inclinação desejada. O ângulo deve ser de, no máximo, 45°.
6 - Nunca coloque nada entre o pequeno e a cadeira.
7 - Tome cuidado com roupas grossas ou acolchoados entre a criança e as tiras de proteção. Esses materiais podem comprimir em um acidente e afetar a segurança.
8 - Nunca use o bebê conforto de costas para o movimento onde haja air-bag frontal ou lateral ativado. A força do acessório em formação pode causar ferimentos graves ou levar à morte.
9 - Se a cadeirinha tiver alça, siga as instruções do fabricante. A maioria dos modelos americanos pede que a alça fique para baixo.

Cadeirinha

1 - O cinto de segurança do carro deve passar pelos locais indicados da cadeirinha e ela não deve se mover mais que 2cm para os lados.
2 - Utilize o clipe de segurança, acessório que trava o cinto de segurança do carro, evitando que fique solto.
3 - A criança deve ficar de frente para o movimento do carro.
4 - Posicione as tiras de segurança da cadeira acima da altura dos ombros. Ajuste-as ao corpo da criança com uma folga de, no máximo, um dedo. Se houver, posicione o clipe peitoral na altura das axilas.
5 - Nunca coloque nada entre o pequeno e a cadeira.
6 - Tome cuidado com roupas grossas ou acolchoados entre a criança e as tiras de proteção. Esses materiais podem comprimir em um acidente e afetar a segurança.

Assento de elevação

1 - Depois de sentar a criança de frente para o movimento do carro no assento de elevação, observe se o cinto de três pontos do veículo passa confortavelmente pelo meio do ombro, centro do peito e sobre os quadris.
2 - Nunca permita que seu filho coloque o cinto embaixo do braço ou por trás das costas, atitudes que podem causar ferimentos sérios.
3 - A criança deve apoiar as costas no encosto do assento, seja do assento de segurança ou do próprio veículo.
4 - O assento de segurança deve ser usado somente com cinto de três pontos e se houver encosto de cabeça no carro. Caso o seu carro não tenha esses equipamentos, procure uma concessionária autorizada para instalá-los.

Outras dicas

Além de saber como instalar os acessórios e garantir que a criança esteja segura com eles, é importante tomar outros cuidados para evitar acidentes no trânsito.

Veja a lista da ONG Criança Segura:
1 - Use os acessórios de proteção para transportar crianças no carro até mesmo quando for percorrer pequenas distâncias. Colisões também podem acontecer perto de casa ou em ruas com baixos limites de velocidade.
2 - Nunca deixe uma criança sozinha dentro do carro.
3 - Guarde a chave do carro longe do alcance dos filhos.
4 - Ensine os pequenos a não brincar dentro ou perto de carros.
5 - Mantenha os bancos de trás travados para impedir que a criança entre no porta-malas por dentro do carro.
6 - Se o veículo for de quatro portas, assegure-se de que as traseiras estão travadas pra evitar que a criança as abra.
7 - Em caso de vidro elétrico traseiro, também é importante travar a abertura das janelas.