quinta-feira, 4 de março de 2010
Conheça um pouco mais sobre as formigas
As formigas, andam organizadamente, sem atropelos, trabalhando pelo bem comum."Entre as formigas, ninguém manda em ninguém", afirma a entomologista Deborah Gordon, que, há 17 anos passa o dia observando formiguinhas sob o sol do Arizona.
Há, por exemplo, as que se aventuram para fora do formigueiro. São operárias especializadas em buscar comida.
No caminho, as operárias esfregam a barriga no chão, deixando um rastro com o cheiro da colônia a que pertencem, para que ela mesma e as companheiras não se percam. Formigas não falam, mas os feromônios, que são as substâncias que carregam odores, substituem com eficiência as palavras. No caminho para o formigueiro, a operária pára na frente de outra formiga. As duas esfregam suas sensíveis anteninhas e, pelo cheiro, percebem que são da mesma colônia. Antes de seguir em frente, a operária divide um pouco da folha que leva para casa e avisa, com outro feromônio: "Ali na frente tem algo que nos interessa".
Mas, se você acha que conhece as formigas apenas de olhar as que passeiam por aí, está redondamente enganado. "Apenas 10% da população sai para buscar comida. As outras 90% ficam na colônia o tempo todo", diz a pesquisadora Ana Eugênia de Campos Farinha, do Instituto Biológico de São Paulo. É que, em casa, todas juntas, elas conseguem se defender. Lá fora, espalhadas em frágeis batalhões, as pequenas são presas fáceis para predadores famintos como tamanduás, lagartos e besouros.
Portanto, para entender mesmo como são esses insetos, o ideal é seguir a fila e entrar com uma delas pelo buraco do formigueiro. Logo abaixo do nível do solo há uma multidão de formigas, umas indo, outras vindo. Nenhuma pára para dar passagem, elas simplesmente sobem umas nas outras sem se incomodar em pedir licença (não, não há um feromônio para isso). Começam a surgir bifurcações, ruas mais largas, que dão em grandes buracos, cheios de larvas. Lá há mais funcionárias dedicadas.
Algumas passam o dia lambendo e manipulando, com as patinhas, as larvas das futuras formiguinhas que vão nascer. Também são operárias, mas trabalham como babás: ai de quem chegar perto sem o cheiro certo (que funciona como um crachá). Quando o quarto onde estão os futuros bebês fica muito quente, elas se organizam e abrem novos dutos de ar condicionado, zanzando pelo meio da terra para que o ar circule.
Pois é, temos muito o que aprender com as formigas, não só no que se refere ao trabalho em equipe, mas também em termos de técnicas agrícolas, distribuição da comida, sistema político e cuidados ambientais. Quem sabe, com a ajuda delas, não possamos nos tornar mais civilizados?
Em algumas espécies de formigas, como as saúvas, os berçários são freqüentados também pelas cortadeiras, operárias especializadas em picar as folhinhas que as coletoras trazem. As maiores delas dividem, com as mandíbulas-tesouras, os grandes pedaços de folha em várias pequenas partes. Daí chega uma formiga menor, que corta cada pedaço em pedacinhos. E assim por diante, como se fossem as enzimas do nosso sistema digestivo quebrando os alimentos em pequenos componentes. Uma perfeita linha de (des)montagem. Até que sobram fragmentos vegetais tão minúsculos que podem ser absorvidos pelas larvas.
As folhas picotadas servem também de adubo para os fungos que crescem nos berçários. "As formigas podem ser consideradas as verdadeiras inventoras da agricultura", afirma a ecóloga Flávia Medeiros, especialista em comportamento de formigas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Não é exagero. Há operárias no formigueiro que cultivam uma horta de fungos e depois colhem para alimentar a colônia inteira.
Comida é importante, mas não é tudo. Para que um formigueiro funcione, vários tipos de formigas precisam trabalhar, cada uma fazendo o que sabe sem ambicionar uma promoção ou invejar o emprego alheio. Há, por exemplo, as faxineiras, que alegremente levam cada resíduo de comida ou de larvas para algum porão vazio nas fronteiras do formigueiro, onde as bactérias que o lixo atrai não são ameaça para ninguém. Outras limitam-se à tarefa burocrática de organizar estoques de comida, cuidando para que não falte nada e decidindo o que deve ser consumido antes.
Há algumas ainda mais especializadas: passam a vida a quebrar sementes ou a cavar túneis. "Sozinhas as formigas não são nada. Sua sociedade é o exemplo perfeito de como várias partes simples podem executar tarefas elaboradas juntas", afirma Deborah, que gosta de comparar o formigueiro a um cérebro. Em ambos os casos, um componente isolado - formiga ou neurônio - é incapaz de grandes feitos. Mas o conjunto impressiona pela eficiência e pela complexidade.
O engraçado é que uma única formiga - assim como um único neurônio - não faz idéia de que seja parte de algo tão complicado. "Essa é uma das mais recentes e incríveis descobertas sobre as colônias", diz Deborah. "As formigas só percebem as companheiras mais próximas. Nem sabem o tamanho de seu formigueiro." Ou seja, uma cidadã do maior formigueiro do mundo, que fica na ilha de Hokaido, Japão, e abriga, em seus três quilômetros quadrados, 300 milhões de operárias e 80 000 rainhas, nem imagina que sua casa é diferente de uma colônia do gênero amblyotoni, a menor do mundo com apenas 12 habitantes, encontrada na Austrália.
E NO BRASIL...
E, já que estamos falando de recordes, toque o hino: a maior formiga do planeta é brasileira. Trata-se da tocandira, que habita o Estado de Goiás. Ela mede 4 centímetros e tem uma ferroada tão doída que virou rito de passagem para índios locais: "Quando o menino se tornava um guerreiro, era obrigado a colocar a mão numa luva cheia de tocandiras", diz Ana Eugênia.
Mas tamanho nem sempre é documento. Outra formiga daqui da terrinha, a minúscula lavapé, de 2 milímetros, está entre as mais bem-sucedidas do mundo. Tanto que acabou desembarcando na América do Norte, de carona em algum navio brasileiro na década de 30, e transformou-se numa das mais terríveis pragas dos Estados Unidos, onde não tem inimigos naturais.
Uma das razões de tanto sucesso é a implacável estratégia militar das lavapés. Elas invadem as colônias inimigas e vão espirrando ácido fórmico, um veneno que já matou muita gente de alergia, nos olhos das inimigas. Quando encontram a rainha, seguram-na com a boca e cravam o ferrão no abdome, pela lateral da carcaça. Vencida a batalha, as soldadas copiam o cheiro da rainha morta e, em pouco tempo, são aceitas pelas formigas órfãs. Os biólogos chamam as colônias conquistadas de "escravas".
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Na Itália, "Atividade Paranormal" causa pânico generalisado.
Roma, 9 fev (EFE).- O Governo italiano estuda a possível adoção de medidas sobre a projeção para todos os públicos do filme "Atividade Paranormal", do diretor israelense Oren Peli, que provocou ataques de pânico em vários espectadores desde que estreou na Itália, no último final de semana.
A polêmica despertada pelo filme, que está sendo exibido em 385 salas italianas, levou o ministro para os Bens e Atividades Culturais italiano, Sandro Bondi, a intervir no assunto, anunciando possíveis ações por parte do Executivo.
Em declarações publicadas hoje no jornal "Corriere della Sera", Bondi diz que seu gabinete se reserva o direito de verificar o filme para adotar possíveis "medidas necessárias" para evitar que crianças o vejam no cinema.
"Atividade Paranormal" já é o segundo mais visto na Itália, atrás apenas de "Avatar", de James Cameron.
O filme de Peli recebeu censura livre na Itália. No Brasil, está vetado para menores de 14 anos, enquanto nos Estados Unidos está proibida para menores de 17 anos que não estiveram acompanhados de um adulto. No Reino Unido, a restrição fica nos 15 anos.
Segundo o "Corriere della Sera", apenas no sábado, em Nápoles, onde o filme é projetado em três salas, os serviços de emergência receberam inúmeros chamados de espectadores de "Atividade Paranormal" exatamente na mesma hora de uma das sessões.
Os sintomas eram todos parecidos: taquicardia, falta de ar, sensação de mal-estar, medo de desmaiar, ansiedade e pânico.
"Ficamos diante de casos típicos de ataques de pânico. Pelo tipo de técnicas utilizadas, o filme pode causar muita ansiedade e pode provocar, em pessoas particularmente predispostas, reações patológicas", comentou Giuseppe Galano, responsável pelos serviços de emergência de Nápoles, em declarações ao "Corriere della Sera".
Depois do sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, "Atividade Paranormal" despertou grande curiosidade na Itália por seu terror de baixo orçamento que pretende atrair o público com seu realismo. EFE
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Conheça alguns mitos sobre "Cabelo".
Difícil, mesmo, é confiar numa dica que realmente funcione. Colocar anticoncepcional no xampu, nunca dormir de cabelo molhado e cortar na lua certa são algumas das recomendações que faziam parte da rotina da sua mãe e que, hoje em dia, continuam sendo repetidas. Para separar as medidas eficientes daquelas que ganharam força somente pela tradição, o MinhaVida convoca o cabeleireiro oficial da Condor, Gennaro Preite.
Dormir com o cabelo molhado apodrece a raiz?
Não. A raiz não apodrece, mas dormir com os cabelos molhados traz riscos para saúde. "Com a região úmida e quente do couro cabeludo, podem surgir fungos e micoses, principalmente nas pessoas com tendência à formação de caspa", explica Gennaro.
Cortar o cabelo na fase certa da lua faz com que ele cresça?
Não. O cabeleireiro afirma que a lua não interfere na beleza dos fios. "Apesar do misticismo em volta da Lua, até hoje ninguém conseguiu provar a verdade dele. O ideal é cortar o cabelo a cada três meses, não importa a estação do ano ou a fase da Lua".
O cabelo se acostuma com o xampu depois de 6 meses de uso?
Não. Quem causa prejuízo para o cabelo não é o xampu, mas o modo com que você lava os fios. "O xampu limpa e pronto. Mas algumas pessoas não retiram totalmente os produtos do cabelo nas lavagens, ficando com a impressão de que o xampu não funciona mais", diz Gennaro.
Lavar o cabelo todos os dias causa a queda?
Não. Não existe nenhuma ligação entre lavar os cabelos todos os dias e a queda dos fios, como explica o cabeleireiro da Condor. "O certo, realmente, é lavar todos os dias, a não ser que você tenha algum problema, como ferimentos no couro cabeludo", afirma.
Arrancar os fios brancos colabora com o aparecimento de outros?
Não. Se você arrancar um fio branco, pode ficar tranqüila, não vão nascer mais sete. "Os fios brancos aparecem sendo arrancados ou não, o fato de arrancar um cabelo branco só vai contribuir com a dor, pois a raiz desse fio irá imediatamente produzir outro fio com as mesmas características".
Água fria deixa os fios mais bonitos e saudáveis?
Sim. A água fria não abre as cutículas dos fios, deixando uma aparência mais bonita para o cabelo. "A temperatura da água fria danifica menos os fios porque ela não consegue abrir as cutículas. Com isso, o brilho fica mais evidente além de ressecar menos e de não deixar os cabelos oleosos demais", explica Gennaro Preite.
Condicionador na raiz deixa os cabelos mais oleosos e dá caspa?
Sim. O condicionador colabora com o aumento da oleosidade e, como tampa os poros capilares, aumenta a incidência de caspa. "Existem cabelos que possuem raiz oleosa e o condicionador aumenta ainda a produção de sebo. Já a caspa pode aparecer em casos avançados, já que o condicionador apenas irá fazer o couro cabeludo ficar com excesso de umidade, tampando os poros capilares".
Esfregar as pontas com shampoo faz com que elas fiquem mais ressecadas?
Não. O cabelo deve ser lavado por inteiro. "Se for feito com cuidado, podemos esfregar as pontas, sem riscos de prejudicar a beleza dos fios. A lavagem deve ser feita por partes, começando pela raiz, descendo até o comprimento e, por último, chegando às pontas, mas essa esfregação deve ser feita com a palma das mãos, sem colocar as unhas", alerta o especialista.
Colocar anticoncepcional no xampu faz o cabelo crescer mais rápido?
Não. "Os hormônios desses remédios são sintetizados, ou seja, precisam entrar na corrente sanguínea para serem absorvidos. Postos no xampu, isso não chega a acontecer. O máximo é ter irritação no couro cabeludo", explica o especialista.
O stress provoca queda de cabelo?
Sim. O estresse pode levar até mesmo à calvície, já que absorve a energia do corpo, como explica o cabeleireiro oficial da condor. "O stress absorve as energias que estão estocadas para outras atividades, além de liberar radicais livres que matam nossas células. Como o cabelo necessita de uma grande quantidade de vitaminas e sais minerais para permanecer em bom estado, ele sofre quando há uma queda desses nutrientes, começa a enfraquecer e a cair."
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Conheça um pouco mais os "Sonhos eróticos".
O grande escritor George Bernard Shaw disse que às vezes você vê coisas e se pergunta: "Por quê?". E às vezes sonha com coisas e a pergunta muda para "Por que não?". E essa frase cai como uma luva quando se trata dos sonhos molhados ou "as festinhas de embalo do meu inconsciente". Agora uma pesquisa canadense, conduzida pelo médico Antonio Zadra da Universidade de Montreal, resolveu focar em mais de 3,5 mil relatos de sonhos eróticos de homens e mulheres e verificar a diferença entre os dois.
O resultado, divertidíssimo, mostrou que 8% dos sonhos diários têm pitadas de sexo, sejam elas o ato em si, propostas de sexo, beijos ardentes, fantasias ou masturbação. E não há diferença de ocorrência entre homens ou mulheres. Aliás, ambos os sexos reportaram que chegam a um orgasmo real em 4% de seus sonhos. Alguns dados até mesmo batem com o que acontece no mundo desperto:
Em 4% dos sonhos eróticos femininos, o "parceiro" chega ao orgasmo. Nenhum homem sonhou com isso. Ou seja, agora as mulheres podem dizer que nem em sonho eles se preocupam com o prazer delas.
20% das mulheres sonha com seu próprio parceiro, enquanto na turma masculina, esse número fica em apenas 14% dos casos.
Celebridades e pessoas públicas aparecem em mais que o dobro dos sonhos femininos quando comparados aos sonhos masculinos.
Já sexo grupal onírico aparece duas vezes mais nos machos do que nas mocinhas.
Segundo o médico, esse resultado mostra que os sonhos refletem as diferenças entre os sexos em suas necessidades em relação a desejos, fantasias e atitudes no tocante à sexualidade. Ou seja, seu sonho vai refletir as preocupações e estado do mundo desperto. E antes que você pergunte, o estudo não trouxe em que número do jogo do bicho você deve jogar se sonhar com uma orgiazinha.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Não fique muito tempo sentado!
Pare para pensar um pouco e calcule o tempo em que você fica sentado durante todo o dia. Só que não se esqueça de acrescentar nessa conta o período que você está dirigindo, na frente da TV ou do computador. Ou trabalhando. Deu muito? Então comece a mudar seus hábitos, pois um estudo conduzido pela médica Elin Ekblom-Bak, da Escola Sueca de Esportes e Saúde, e publicado no periódico especializado British Journal of Sports Medicine, alerta que quanto mais você ficar sentado, mais vai destruir sua saúde e poderá inclusive morrer disso, mesmo se fizer atividade física diariamente.
Apesar de não ter chegado ainda a um tempo específico para que o prejuízo aconteça, a pesquisa conseguiu mostrar que após quatro horas consecutivas sentado, o corpo passa a enviar sinais de perigo, já que as os genes que regulam a quantidade de glicose e gordura no organismo simplesmente desligam. Ou seja, as chances de doenças cardíacas, de ganhar peso e até mesmo morrer aumentam e muito. No ano passado, pesquisadores canadenses que haviam acompanhado 17 mil pessoas por 12 anos, mostraram que aqueles que passavam o dia sentado tinham maior risco de vida, independente do fato de se exercitavam ou não.
Quebrar esse ciclo é fácil. Basta se levantar a cada hora de trabalho, se espreguiçar e dar uma volta pequena de cinco a dez minutos. Pense bem, ao invés de você mandar um e-mail a um colega de trabalho, ande até a mesa dele. Vá almoçar a pé ao invés de pegar o carro. Dê uma caminhada noturna quando depois de chegar em casa. E ainda mostre essa matéria para seu chefe, para que ele (ou ela) institua coffee breaks regulares naquelas intermináveis reuniões de equipe.
Fonte: Terra.
Ganhe dinheiro fazendo pesquisas iguais às que você faz no Google. Saiba como!