sexta-feira, 5 de junho de 2009

Audi A3 repaginado


A preparadora alemã ABT tem vasta experiência com carros da Audi. Por suas mãos já passaram desde o utilitário Q5 até o superesportivo R8. Desta vez, ela decidiu acabar de vez com a sobriedade do A3 e torná-lo um verdadeiro esportivo de corpo e alma.

Para isso, realizou mudanças externas e internas no Sportback, que recebeu até uma nova denominação: AS3. Por fora, o carro recebeu novos spoiler dianteiro, para-lamas, saias laterais e uma moldura no para-choque traseiro. Reforçando o visual agressivo, o modelo conta com quatro escapamentos e teve a suspensão rebaixada em 35 mm para potencializar a aderência e a agilidade. Além dos novos acessórios, ocorreram mudanças na grade frontal, nas entradas de ar, no para-choque dianteiro e até no farol, que teve o formato de suas lâmpadas de led alterado.

Entretanto, aparência não vale nada se desprovida de conteúdo, e a ABT sabe disso. Dessa forma, aumentou a potência de 125 cv da versão 1.4 TSI para 160 cv. Na verdade, a Audi já produz uma versão TSI de 160 cv. Para não ficar para trás, a ABT elevou o potencial desta para 210 cv. Com a versão 2.0 a gasolina de 200 cv não poderia ser diferente: recebeu 40 cavalos extras sob o capô e foi a 240 cv. A motorização a diesel 2.0 TDI, por sua vez, pode ter sua potência aumentada de 140 cv para 170 cv ou 190 cv, dependendo do gosto do cliente.

A preparadora afirmou que, a despeito das mudanças na carroceria e na motorização, o consumo de combustível e a segurança do carro não foram afetados.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Doenças de inverno

Em diversas partes do País o friozinho já chegou e o inverno está perto de começar, no próximo dia 21. Junto com as temperaturas mais frias chegam alguns problemas de saúde, normalmente relacionados à alergias e doenças respiratórias, como resfriado, gripe, bronquite, pneumonia, asma e rinite.

Asma e a rinite são as mais comuns, elas ocorrem porque o aumento do ar seco mantém mais partículas de poluição no ar. Algumas ações podem ser feitas para minimizar os problemas. Uma delas é mudar a maneira como a limpeza de casa ou local de trabalho é feita. Não use vassoura ou aspirador de pó. O indicado por especialistas é a utilização de panos úmidos, evitando quando possível o uso de produtos químicos.

Manter o ambiente ventilado também é uma dica. Outro cuidado para evitar a contaminação de doenças virais, como gripes e resfriados, é evitar ambientes fechados com grande aglomeração de pessoas, a exemplo de cinemas e shopping.

O frio chega e é a hora de tirar casacos e blusas de lã do armário, mas isso também pode ajudar o desenvolvimento de doenças. É importante que antes de utilizar as peças, elas sejam lavadas. No caso de quem já tem alergias é importante evitar roupas de crochê ou tricô e dar preferência por peças de algodão. E os edredons são mais recomendados que os cobertores de lã.

Confira mais dicas para fugir dos problemas de saúde que aparecem no inverno:

- Fique atenta às variações de temperatura. Em casa, no trabalho e em outros locais fechados, é comum sentir calor. Porém, ao sair destes ambientes, a brusca queda de temperatura pode facilitar a ocorrência de doenças. Agasalhe-se antes de sair;

- Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia diversos problemas alérgicos;

- Use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação;

- Evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado quente ou frio;

- Durma em local arejado e umedecido. Podem ser utilizados umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água nos quartos;

- As pessoas com alergia devem ficar atentas e evitar o uso de cobertores que soltam pêlos. Substituí-los por mantas de tecido sintético ou algodão pode auxiliar na prevenção de rinites e outros quadros alérgicos;


- As alergias também podem ser reduzidas lavando e secando ao sol antes de usar, mantas, cobertores e blusas de lã, que normalmente ficam guardadas por muito tempo em armários. Pacientes com antecedentes como bronquite e rinite costumam ter crises nesta época. É importante procurar um médico e seguir suas recomendações;

Fontes: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Secretaria de Saúde da Prefeitura de Santos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Estação do ano X Queda e quebra de cabelo

Os dias frios são um convite e tanto para banhos quentes. Também pedem o uso do secador e combinam com uma alimentação mais gordurosa e calórica. Esses hábitos corriqueiros de outono e inverno são apenas alguns de uma lista de agressões à saúde do cabelo, que pode apresentar quebra e queda excessiva.

Para começar, os fios naturalmente tendem a cair mais nas duas estações, tanto em homens quanto em mulheres. "A melanina, que ajuda a determinar o ritmo de crescimento dos fios, é estimulada pela luminosidade, que diminui nessa época do ano. Em linhas gerais, no verão perdemos cerca de 70 fios e, no inverno, 100, mas temos capacidade de repor a perda maior", explica o dermatologista Marcelo Bellini, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O problema realmente mora na prolongação de costumes prejudiciais. Lavar as madeixas com água quente, por exemplo, pode causar bolhas em suas estruturas, que as deixam enfraquecidas e, conseqüentemente, quebradiças. "A alta temperatura irrita o couro cabeludo, levando à produção maior de oleosidade, fator que pode causar dermatite seborréica (caspa) em quem tem propensão. A caspa é um agravante da queda de cabelo."

Portanto, o banho deve ser morno. Mas como saber se a temperatura está ideal, entre 26 e 30°C? A dica do médico é fechar o banheiro e observar o espelho. Se ficar muito embaçado, é porque está alta, por volta de 45° a 50°. O correto é que embace ligeiramente.

Outros hábitos
O uso constante de secador e chapinha segue o mesmo raciocínio do banho quente. É um fator que propicia a formação de bolhas. "Nos salões, usam termoprotetores, que buscam diminuir a agressão desses procedimentos", complementa Bellini.

Muitas pessoas sofrem com os cabelos ressecados nos meses frios. A solução que encontram é abusar de cremes, causando obstrução dos poros e irritação - e mais chances de caspa.

A alimentação desequilibrada também interfere na saúde e na beleza da cabeleira. Portanto, dietas malucas e excessos também são grandes vilões.

Tratamento
Ao notar falhas, diminuição de volume ou muitos fios no travesseiro, procure um dermatologista. Se as causas forem somente os hábitos inadequados, basta corrigi-los e talvez seja necessário algum complemento vitamínico. "O período da volta ao normal é variável e depende até do tamanho do cabelo. Pode levar de três a seis meses."

Vale lembrar que a queda excessiva pode ser ocasionada por muitos fatores, como estresse, problema hormonal ou de tireóide, efeito de medicamentos, infecções e causa genética. Por isso, é importante o diagnóstico de um médico. O tratamento precoce, principalmente quando a causa é genética ou hormonal, garante resultados melhores. "Nesses dois casos, se a queda não for diagnosticada cedo, podem surgir falhas definitivas."


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Menstruação a partir dos 10 anos vira tendência mundial

De repente, a menina nota que precisa começar a usar desodorante. Um olhar mais atento mostra que os seios estão surgindo. Logo, a primeira menstruação acontecerá. Pais e garotas devem ficar atentos: a vida das jovens vai mudar, e muito. Estudos recentes mostram tendência mundial de a primeira menstruação (menarca) chegar por volta dos 10 anos de idade.

"A alimentação das pessoas tem melhorado. Hoje consumimos mais proteínas e vitaminas, o que permite a melhor formação do organismo. Ou seja, o corpo se desenvolve mais cedo. Isoladamente, isso não explica o evento, pois o estímulo social também influencia", esclarece Fátima Coutinho, da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj).

Pesquisadores investigam ainda se hormônios usados na criação de frangos e bois usados na alimentação humana podem influenciar, mas os dados não são conclusivos.

No Brasil, as meninas costumam menstruar aos 12 anos nas cidades mais desenvolvidas, e aos 13 onde as condições econômicas são ruins. Um dos fatores principais é justamente a nutrição. Pesquisadores têm dados que indicam que, no início dos anos 1900, a menarca só ocorria aos 15 anos.

"Há uma antecipação da menarca de três ou quatro meses a cada década. É o que chamados de aceleração secular. Além da alimentação, outros fatores são a maior exposição à luz e amadurecimento precoce", explica o hebiatra (médico de adolescentes) Williams Santos Ramos, da Associação Brasileira da Adolescência.

"Minha mãe menstruou aos 14 e eu, aos 10. Por um lado foi horrível: tive de usar absorventes, ficar sem ir à praia. Mas tem a parte boa: prova que sou adolescente", conta Lara do Amaral, 12 anos. "Foi um susto quando chegou, pois vi que minha filha já poderia ser mãe. Além dos cuidados da nova realidade, tive de conversar sobre sexo com ela", diz Lúcia Gouvêa, 40. "A puberdade pode ser vivenciada como uma conquista, desde que seja valorizada a condição feminina", orienta a psicanalista Silvia Abu-Jamra Zornig, da Associação Brasileira de Estudos do Bebê.

Baixa estatura
Casos considerados precoces - quando a menarca acontece por volta dos 8 anos - merecem atenção. "Ficamos atentos ao crecimento, que desacelera com a chegada da menstruação", diz Marcelo Lemgruber, coordenador do curso de ginecologia da Escola Médica da PUC-RJ.

"Se a criança estiver muito baixa, usamos remédios para bloquear o ciclo menstrual e tentar que ela cresça alguns centímetros", acrescenta. O hebiatra Williams Ramos explica que a criança para de crescer 2 anos após a chegada da menstruação.

Atitudes que transformam as garotas
Estudo da Universidade de Copenhague (Dinamarca) mostra que a substituição das bonecas por passeios em shoppings, idas a cabeleireiros e horas a fio no computador desencadeiam processo de "vivência adulta" capaz de acelerar as mudanças físicas nas meninas. A idade média do desenvolvimento dos seios, por exemplo, baixou de 10,88 anos, entre 1991 e 1993, para 9,86, entre 2006 e 2008.

Tire dúvidas
1) Que absorvente usar?
Os externos são mais indicados, embora não haja restrição técnica ao interno. Este, porém, por ser invasivo, pode causar constrangimentos à menina e até machucá-la, se usado de maneira errada. Os externos podem ser perfumados ou sem cheiro, mas em caso de reação alérgica ao primeiro, é melhor adotar a segunda opção.

2) O que fazer em caso de cólicas?
Quando a menina não conseguir sair da cama, é indicado levá-la ao ginecologista. Em geral, analgésicos resolvem o problema, mas sempre sob orientação médica.

3) É preciso ir ao ginecologista?
Não é obrigatório, já que menstruação não é doença. A decisão sobre a primeira visita deve partir da jovem. Mas quando ela inicia a vida sexual é indispensável.

4) É aconselhável ou não a prática de atividades físicas?
Os exercícios até ajudam a melhorar os sintomas.

5) Há alguma alteração na rotina?
A menstruação, ao contrário do que muitos dizem, não impede a jovem de andar descalça, beber líquidos gelados ou lavar a cabeça, entre outras atividades. Deve-se levar vida normal.

Pílula do tomate

Uma empresa de biotecnologia vinculada a Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, está lançando, nesta segunda-feira, um suplemento natural feito de tomates que pode ajudar a combater o colesterol.

O Ateronon contém um ingrediente ativo das dietas comuns na região do Mediterrâneo - o licopeno, um antioxidante que dá a cor avermelhada ao tomate e que auxilia no bloqueio do colesterol LDL, o chamado "mau colesterol".

Apesar dos potenciais benefícios, a substância é pouco absorvida quando ingerida ao natural. A pílula, portanto, traz uma versão mais refinada e de maior absorção.

Testes preliminares feitos com 150 pessoas indicam que o suplemento pode reduzir a oxidação de gorduras no sangue a quase zero em apenas oito semanas.

O neurocientista Peter Kirkpatrick, responsável pelos próximos testes da pílula que serão realizados no Hospital Addenbrooke, na Inglaterra, afirmou que o suplemento pode ser mais eficaz do que as estatinas usadas em tratamentos de colesterol.

Cautela
Mas o professor Peter Weissberg, da British Heart Foundation, diz que apesar dos testes iniciais, ainda levará tempo para avaliar os efeitos reais do Ateronon.

"Enquanto isso, nosso conselho para pacientes que sofrem de doenças cardíacas é confiar nos medicamentos receitados pelos médicos e tentar ingerir muitas frutas e verduras frescas", disse Weissberg.

Para o professor Anthony Leeds, da organização Heart UK, que trabalha na prevenção de doenças cardíacas, "os testes iniciais são promissores". "O novo produto de licopeno representa uma nova abordagem para o tratamento de alto colesterol e abre uma possibilidade interessante".