Nada mais natural do que uma criança que mexe em tudo, afinal explorar o ambiente à sua volta faz parte do desenvolvimento. Para que isso não vire uma tragédia, porém, é preciso que pais e responsáveis saibam que muitos dos acidentes na infância ocorrem dentro de casa e poderiam ter sido evitados com medidas simples de segurança. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a maioria das quedas até os 9 anos de idade, por exemplo, se deu no lar doce lar.
Informações coletadas em unidades de urgência do Sistema Único de Saúde (SUS) de 37 cidades brasileiras mostraram que, dos 10.988 atendimentos a crianças nessa faixa etária, 5.540 (50,4%) foram provocados por quedas - sendo que a maioria, 3.838 (69%), dentro da casa das vítimas.
"É muito fácil prevenir, com hábitos que parecem óbvios e simples, mas que podem salvar vidas ou evitar que crianças vivam com sequelas de um acidente", alerta a cirurgiã pediátrica Simone de Campos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e membro da ONG Criança Segura (www.criancasegura.org.br). Cabe, portanto, ao adulto, garantir um ambiente seguro à criança, que nunca deve ficar sozinha em casa ou ser cuidada por outras crianças.
"Os pequenos aprendem com o exemplo dos pais. São eles que precisam orientar os filhos sobre precauções com a segurança dentro e fora de casa", afirma. Parecem bobos e sem importância, mas os cuidados precisam fazer parte do dia-a-dia de forma preventiva, como uma vacina. Confira as principais orientações:
1. Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos.
2. Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas, pois as crianças podem escalar e se debruçar. O mesmo vale para móveis baixos perto de estantes e armários altos.
3. Instale portões de segurança no topo e pé das escadas. Se a escada for aberta, opte por redes ao longo dela.
4. Cuidado com chão liso e tapetes. Não encere o piso e providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões. Na maioria das quedas infantis atendidas nos postos do SUS, as crianças caíram do mesmo nível, ou seja, as quedas foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilíbrios.
5. Oriente seu filho a brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são espaços de lazer.
6. Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver outro local, instale grades de proteção nas laterais.
7. O uso de andadores não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois pode comprometer o desenvolvimento e causar sérias quedas.
8.Quando for trocar fralda, mantenha sempre uma mão segurando o bebê. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, cama e outros móveis, mesmo que seja por um instante.
9. Proteja as tomadas com protetores específicos e baratos e facilmente encontrados em home centers, supermercados e lojas de produtos infantis. Além disso, oriente seu filho a não colocar o dedo na tomada, pois ele pode frequentar outros locais que não tenham a proteção. Cuidado: as queimaduras elétricas podem ser graves, expondo a criança ao risco de morte e seqüelas.
10. Não deixe o ferro de passar quente ao alcance da criança, mesmo que esteja desligado.
11. Os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão.
12. Use protetores nas portas para evitar que a criança prenda a mão ou dedos.
13. Para uma criança se afogar, bastam 2,5 cm de profundidade. Cuidado, portanto, com água em baldes e tanques, além de vasos sanitários e piscinas sem proteção adequada.
14. Teste a temperatura de alimentos líquidos e sólidos antes de oferecer à criança.
15. Antes do banho, teste a temperatura da água da banheira com a parte interna do cotovelo.
16. Nunca deixe remédios ao alcance das crianças, nem faça associação de medicamentos com balas e doces.
17. Não coloque produtos de limpeza em embalagens de alimentos e refrigerantes. A criança pode confundir e ingerir. Evite também deixá-los na parte de baixo de pias e armários.
sábado, 4 de abril de 2009
Carne de cabrito. Já comeu?

Nunca se sabe onde o cabrito nos levará. Quando perguntei ao sorridente açougueiro do Jefferson Market, a loja de alimentos perto do meu apartamento no West Village, se eles tinham carne de cabrito, ele respondeu que não. "Mas tenho uma perna de cordeiro - poderia cortá-la bem fina, para que ficasse com jeito de perna de cabrito." Eu recusei educadamente, e começamos a conversar.
Eu me apanhei contando a ele que "os coreanos acreditam que sopa de cabrito reforça a virilidade, e pode levar a mais animação no sexo". O meu novo amigo respondeu que: "Carne de cordeiro faz mais ou menos isso. Não é algo que se queira comer toda noite, mas quem sabe uma noite a cada duas..." Estendendo a mão para o balcão a fim de embrulhar uma porção de carne moída, ele se deteve e perguntou: "O cabrito é para você?"
Minha história é comum entre as pessoas recentemente convertidas, ainda que eu deva admitir que estou chegando tarde à festa. A carne de cabrito é a mais consumida do planeta, e é alimento básico para, entre outras, as culinárias mexicana, indiana, grega e do sul da Itália. Além disso, já há mais de um ano vem ganhando popularidade entre os yuppies, nas duas costas dos Estados Unidos e até mesmo em lugares como Houston e Des Moines. (Quando a revista New York decretou que a carne de cabrito era "uma pequena tendência", no ano passado, um leitor comentou no site da publicação que "lá vão os brancos de novo, agora como se tivessem inventado a carne de cabrito!!!").
A novidade e o sabor excelente não são os únicos atrativos - a carne de cabrito, além disso, contém menos gordura que a de frango, mas mais proteína que a bovina. Há até mesmo um adorável neologismo para designá-la ("chevon"), para aqueles que preferem que sua comida soe como um Chevrolet compacto ou um grupo vocal feminino dos anos 60.
Eu já havia provado a carne do ruminante barbudo no passado, especialmente em um memorável curry jamaicano em Brooklyn. O sabor da carne, equidistante entre a carne bovina e a de cordeiro, me agradou. Mas quando meus dentes se defrontaram com um pedaço de carne especialmente duro, em forma de escudo, recurvo e com uma textura semelhante à da borracha, minha impressão imediata era a de que estava mastigando o bojo de um pequeno sutiã.
Os cabritos vêm sendo prejudicados há muito por uma reputação baixa e nada merecida. Onívoros, foram acusados injustamente de comer até latas. Suas faces, nada apetitosas, combinam uma certa aparência de estupidez a algo de satânico, como se eles fossem um personagem Disney que oculta um terrível segredo. As barbas que portam são ocasionalmente prodigiosas o bastante para acarpetar o Estado de Montana.
Meu momento de conversão surgiu em fevereiro, quando foi ao Cabrito, um restaurante no West Village, e provei os tacos de cabrito. O elegante restaurante, em estilo de casa de casa de tacos e batizado em homenagem aos filhotes de cabras que costumam ser preparados como assados no Texas e México, deixa sua carne marinando por 24 horas antes de assá-la em um molho de abacaxi, pimenta, cebola e alho. A carne resultante é deliciosa, muito tenra e ao mesmo tempo ligeiramente crocante e caramelada nas bordas. É como cordeiro mas com algo de terra, de escuro. Como cordeiro, mas com um roçar de arbustos. Como... cordeiro da selva.
Imediatamente virei fã da carne de cabrito. Queria pedir pratos que a contivessem no maior número possível de restaurantes. Pouco depois de começar minha epopéia, uma amiga me perguntou se era alguma espécie de carne gay. Confuso, respondi que não tinha nada de gay. Ela explicou: "Não gay, gamy" expressão que designa a carne de caça, conhecida por ser rija.
Ah, isso. Não muito, e a depender de como seja preparada. Dois dos meus pratos de cabrito favoritos em Nova York envolvem preparo que oculta completamente esse aspecto de carne de caça. No Scarpetta, o prato que caracteriza o estilo de Conant, capretto, consiste de fatias de carne de cabrito assadas em molho, flutuando sobre uma coluna de ervilhas e cubos de carne de salmão. O Convivio serve cavatelli assado em um ragu de tomate e cabrito. Ambos os pratos oferecem carne mais suave que um filme de Jennifer Aniston.
Depois de provar muitos pratos à base de cabrito - de um curry apimentado no Dera, em Jackson Heights, Queens, a um paratha de cabrito no Lassi, um restaurante indiano que faz comida para viagem a dois quarteirões de minha casa, decidi que era hora de começar a cozinhar meus pratos de cabrito. Três açougues em meu bairro informaram que, se eu pedisse com entre três dias e uma semana de antecedência, podiam me fornecer carne de cabrito congelada.
"Vocês têm javali, alce, mas não carneiro?", eu ralhei zangadamente com um açougueiro no Citarella; ele retrucou filosoficamente, dizendo que "a vida é assim mesmo". Mas tive mais sorte na feirinha da Union Square, onde duas fazendas, a Patches of Stars e a Lynnhaven, vendem carne de cabrito congelada aos sábados por preços de entre US$28 e US$40 o quilo. (A Lynnhaven também funciona na quarta-feira.) Na Esposito Meat, Nona Avenida número 900, há carne de cabrito disponível todos os dias, por US$11 o quilo. Também há carne fresca de cabrito à venda todos os dias, por US$10 o quilo, no Atlantic Halal, na Atlantic Avenue, Brooklyn. Um
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ovo de cereais na Páscoa!!

A Páscoa evidencia a tentação dos chocolates. Quem não quer sair muito da linha, nem deixar de saborear o doce, pode apostar em um ovo feito à base de barras de cereais com apenas um toque da iguaria de cacau.
De acordo com a Nutrimental, empresa que sugeriu a receita, a opção conta com menos calorias e gorduras que as tradicionais. Cada 100g do produto apresenta 452 calorias, enquanto os ovos de chocolate analisados ficaram acima de 515. São 19g de gordura contra 33,6 de um dos verificados à base do doce.
De acordo com a Nutrimental, empresa que sugeriu a receita, a opção conta com menos calorias e gorduras que as tradicionais. Cada 100g do produto apresenta 452 calorias, enquanto os ovos de chocolate analisados ficaram acima de 515. São 19g de gordura contra 33,6 de um dos verificados à base do doce.
Para fazer um ovo n° 15, os ingredientes são oito barras de cereais (no exemplo, usamos o sabor banana com 90 calorias cada) e 300g de chocolate ao leite. Quer colocar as mãos na massa? Então, confira os passos:
1º Passo
Rale o chocolate e derreta-o em banho-maria. Depois, mexa com uma espátula fazendo movimentos para frente e para trás até que a massa engrosse. Para saber se está na temperatura ideal para ser colocado na fôrma, encoste um pouco de chocolate nos lábios. O doce tem de estar mais frio que os lábios. No termômetro, a temperatura deve ser entre 28ºC e 29°C.
2º Passo
2º Passo
Derreta as barras de cereais em banho-maria.
3° Passo
Cubra a base da fôrma com as barras de cereais derretidas.
4° Passo
Espalhe uma fina camada de chocolate derretido. Leve ao freezer, espere cerca de cinco minutos e tire o ovo da fôrma.
5° Passo
Há também a opção de usar as barras de cereais como recheio do ovo de chocolate. Nesse caso, espalhe uma fina camada de chocolate na fôrma e coloque no freezer.
Após cinco minutos, espalhe outra camada de chocolate e coloque as barras de cereais derretidas. Leve novamente ao freezer e espere endurecer para tirar da fôrma.
Que deliciaaaa..
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Fumante passivo, um problema real
Na cidade de São Paulo, 36% dos cidadãos que convivem com fumantes apresentam concentrações elevadas de monóxido de carbono no organismo. As taxas são semelhantes às de fumantes. O dado faz parte de um estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo.
Segundo a pesquisa, 70% das 1.310 pessoas analisadas mantêm contato com fumantes no ambiente de trabalho. No caso de filhos de fumantes, as crianças podem ter doenças como rinite, sinusite, alergias, entre outros.
Além disso, 18% das pessoas tiveram resultados semelhantes aos de uma pessoa que consome menos de um maço de cigarros por dia.
"Este é um problema de saúde pública", alertou a diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), Luizemir Lago. Segundo ela, o ideal é que os fumantes não acendam cigarros em ambientes fechados.
"Conviver com um fumante no mesmo espaço, seja ele de trabalho ou familiar, é a mesma coisa que estar fumando ativamente".
Por acreditar que vício é "algo particular", a publicitária Vanessa Fette, 39 anos, faz questão de fumar longe dos filhos. "Vou para a varanda", contou.
Quando uma das três crianças se aproxima, ela logo apaga o cigarro. "Não quero prejudicá-los", disse.
A atitude de Vanessa deveria se tornar um padrão, segundo Luizemir Lago. "Não queremos perseguir ninguém e sim conscientizar os usuários de cigarro que os fumantes passivos estão expostos aos mesmos riscos de quem fuma", explicou.
Segundo a pesquisa, 70% das 1.310 pessoas analisadas mantêm contato com fumantes no ambiente de trabalho. No caso de filhos de fumantes, as crianças podem ter doenças como rinite, sinusite, alergias, entre outros.
Além disso, 18% das pessoas tiveram resultados semelhantes aos de uma pessoa que consome menos de um maço de cigarros por dia.
"Este é um problema de saúde pública", alertou a diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), Luizemir Lago. Segundo ela, o ideal é que os fumantes não acendam cigarros em ambientes fechados.
"Conviver com um fumante no mesmo espaço, seja ele de trabalho ou familiar, é a mesma coisa que estar fumando ativamente".
Por acreditar que vício é "algo particular", a publicitária Vanessa Fette, 39 anos, faz questão de fumar longe dos filhos. "Vou para a varanda", contou.
Quando uma das três crianças se aproxima, ela logo apaga o cigarro. "Não quero prejudicá-los", disse.
A atitude de Vanessa deveria se tornar um padrão, segundo Luizemir Lago. "Não queremos perseguir ninguém e sim conscientizar os usuários de cigarro que os fumantes passivos estão expostos aos mesmos riscos de quem fuma", explicou.
Novo projeto para imigrantes ilegais no Brasil
O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que anistia imigrantes não-legalizados que vivem no Brasil. O projeto concede anistia aos imigrantes que entraram no país sem registro oficial até o dia 1º de novembro de 2008, o que deve atingir cerca de 50 mil estrangeiros que vivem no Brasil.
Inicialmente, no texto aprovado pela Câmara, o projeto concedia anistia para os imigrantes que entraram no Brasil até o dia 1º de fevereiro de 2009. Como o texto sofreu alterações no Senado, vai retornar para uma nova votação na Câmara.
O relator do texto, senador Romeu Tuma (PTB-SP), disse que o objetivo da matéria é conceder registro provisório aos imigrantes que apresentem carteira de trabalho e atestado de lisura em antecedentes criminais do seu país de origem.
Além disso, os estrangeiros devem comprovar a data que ingressaram no país e apresentar um local de residência fixa. O requerimento de residência provisória deve ser encaminhado ao Ministério da Justiça até 180 dias depois da publicação da lei.
"Estamos fazendo justamente o contrário ao que a Europa está fazendo, criando leis para punir estrangeiros. O governo Lula com isso dá um bom exemplo para o restante do mundo", disse Tuma.
Com o registro provisório, os imigrantes são autorizados a trabalhar no Brasil enquanto não regularizam, em definitivo, a sua situação --processo que demora em torno de dois anos para ser concluído. Os estrangeiros só conquistam registros permanentes se comprovarem vínculos com o Brasil --o que ocorre por meio do casamento com brasileiros ou com a comprovação de um trabalho fixo.
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo está disposto a apresentar projeto que anistia os imigrantes ilegais. Lula afirmou que o Brasil deve dar o direito de essas pessoas continuarem no país. "Este país aqui é um país que tem lição a dar ao mundo sobre tratamento de imigrantes', afirmou.
Lula ressaltou que desde 1850 o Brasil recebe, "com respeito", imigrantes de várias nacionalidades, o que não acontece em outros "países ricos europeus".
Inicialmente, no texto aprovado pela Câmara, o projeto concedia anistia para os imigrantes que entraram no Brasil até o dia 1º de fevereiro de 2009. Como o texto sofreu alterações no Senado, vai retornar para uma nova votação na Câmara.
O relator do texto, senador Romeu Tuma (PTB-SP), disse que o objetivo da matéria é conceder registro provisório aos imigrantes que apresentem carteira de trabalho e atestado de lisura em antecedentes criminais do seu país de origem.
Além disso, os estrangeiros devem comprovar a data que ingressaram no país e apresentar um local de residência fixa. O requerimento de residência provisória deve ser encaminhado ao Ministério da Justiça até 180 dias depois da publicação da lei.
"Estamos fazendo justamente o contrário ao que a Europa está fazendo, criando leis para punir estrangeiros. O governo Lula com isso dá um bom exemplo para o restante do mundo", disse Tuma.
Com o registro provisório, os imigrantes são autorizados a trabalhar no Brasil enquanto não regularizam, em definitivo, a sua situação --processo que demora em torno de dois anos para ser concluído. Os estrangeiros só conquistam registros permanentes se comprovarem vínculos com o Brasil --o que ocorre por meio do casamento com brasileiros ou com a comprovação de um trabalho fixo.
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo está disposto a apresentar projeto que anistia os imigrantes ilegais. Lula afirmou que o Brasil deve dar o direito de essas pessoas continuarem no país. "Este país aqui é um país que tem lição a dar ao mundo sobre tratamento de imigrantes', afirmou.
Lula ressaltou que desde 1850 o Brasil recebe, "com respeito", imigrantes de várias nacionalidades, o que não acontece em outros "países ricos europeus".
Assinar:
Postagens (Atom)